abril 29, 2005

de uma amiga..
"Sou como aprender a lêr...poucas pessoas vão aprender...ou até nenhuma
Incompreensivel no todo mas legível aos bocadinhos...
Invadir o todo? Os bocadinhos não deixam
Abandonar o todo? Rasgar os bocadinhos?
Ilegível para sempre...
Vai doer...
Esquecida...Rasgada...Escondida em palavras alheias...Envenenada por outras
Continuarei a rejeitar a invasão"

take me away from me

Posted by sophia_madalena at 05:43 PM | Comentários: (2)

secum semper (sempre contigo)

mesmo quando me despeço
estou sempre aqui
estou aqui
aqui!

the_end.jpg

não acredito em FIM´s
não se pode viver com algo que não faz sentido
que não tem sombra

e o que não tem sombra, ou reflexo, não existe
não peciso de visões físicas de sombras, a presença in memoriam basta-me

se me lembrar de ti,
se tu te fizeres notar
(porque sou muito esquecida)
as coisas não acabam

Posted by sophia_madalena at 04:53 PM | Comentários: (2)

abril 27, 2005

Uma estrela no meio da página...

estrela.jpg


E eu longe, a um canto de mim...

Posted by sophia_madalena at 11:52 AM | Comentários: (1)

abril 26, 2005

desisto porque me cansei.
não quero explicar isso.
procurei, encontrei. foi fácil.
perdi-me no tédio.

brrr.jpg

Posted by sophia_madalena at 11:04 PM | Comentários: (7)

plantar o Amor em mim

Quando a tua vida é um bocejo..

Quando não te consigo prender a mim (para sempre)
como se fosses a sombra de uma árvore que cresceu comigo
(na memória e em recordações)

arbre-morvan.jpg

tenho que te plantar
como se fosses semente
que quero planta e enraizada em mim.

Queria estar sempre contigo,
e que estivesses sempre comigo,
queria o Amor?

Posted by sophia_madalena at 10:54 PM | Comentários: (5)

abril 25, 2005

2.jpg

cansa-me este lugar
permanência, hábito, tédio

se não tiver que inventar
perco-me

os lugares que não me abandonam,
que não me deixam ir embora..

pensando bem há amigos-lugares, esses prendem mas não entediam, só não deixam de nos agarrar..
só não nos largam.

Posted by sophia_madalena at 11:59 PM | Comentários: (6)

abril 24, 2005

quando não sou nada

abf.sized.jpg

quando tudo parece um jogo, e tenho que chegar a algum lugar
quando a música não preenche vazios, não me remenda por dentro
quando não consigo rodear-me de coisas bonitas
quando é fácil destruir
quando choro e rio, e não sinto nada
quando me basta falar e falar, e perder-me
não compreendo
a solidão
o espaço vazio
a distância que separa a terra do céu
as ideias que vagueiam
o significado do medo
e continuo o jogo, ocupando o tempo
desocupando-me de mim
e jogo, jogo e jogo
até perder
(me perder?)

Posted by sophia_madalena at 06:05 PM | Comentários: (3)

abril 22, 2005

absorver os outros

Olhos.jpg o mais incrível dos livros chama-se amizade e não tem letras algumas, é escrito de silêncios e vida - de algumas lágrimas também. esse livro, que se espera tornar velho pelo uso, vai crescendo com o contacto - qual esponja que absorve algo, não para imitar, mas admirar mais e mais. livro que olha e espelha, absorve e liberta, tira e dá.. livro ciumento, egoísta, mas em âncias de amar e absorver e o livro está não dentro de uma solidão. confuso, baralhado, sensível.
Posted by sophia_madalena at 02:05 AM | Comentários: (3)

Quero a tua presença


Desejo a tua companhia


(Ao mesmo tempo que anseio dar-te mais e o melhor de mim)

nevoa.jpg

Posted by sophia_madalena at 01:33 AM | Comentários: (2)

abril 20, 2005

Não estás atrás de mim

mas dentro da pele

e arrastas-te comigo


twigsnow.jpg

Posted by sophia_madalena at 11:05 AM | Comentários: (4)

abril 19, 2005

"ENCONTRAR PESSOAS COMO NÓS"

Posted by sophia_madalena at 01:18 AM | Comentários: (5)

abril 18, 2005

lonely.jpg
Quero sentir-me cheia para poder explodir
mas nada resolve este espaço

Se tivesse sangue quente a correr em mim
podia libertá-lo

gota
a
gota

talvez libertasse a dor

Posted by sophia_madalena at 11:31 PM | Comentários: (4)

lisa_pt.jpgtoma conta de mim,
da minha tristeza,
da minha vontade de morrer.

Posted by sophia_madalena at 10:53 PM

abril 15, 2005

la_locura_230x150.jpg

Surpreende-me que consigas amar.
Baralha-me que me olhes.
O amor atrapalha, o olhar prende por momentos duas pessoas..
Mas há mais coisas a ver – tem de haver!

Posted by sophia_madalena at 04:21 PM | Comentários: (3)

abril 14, 2005

há um mundo desconhecido enterrado na areia,
nos meus gestos
indesvendável
que nunca poderá existir

(só cabe na minha cabeça)

(e ninguém percebe que o nada faz sentido)

(e que há vida no vazio)

areia2.jpg

Posted by sophia_madalena at 12:19 AM | Comentários: (3)

abril 13, 2005

chorar

os meus olhos não choram, mas o meu corpo liberta àgua e dôr.
o meu corpo não está seco mas adormece embalado na angústia.
(dia-a-dia me convenço mais de que chorar não liberta)

Posted by sophia_madalena at 10:44 PM | Comentários: (0)

Aí, sim: aí estás tu, concentração de membros, medos, órgãos e sentidos. Sem sentido? Talvez não..


areia.jpg

Quero que faças sentido no meu corpo e na minha mente, quero!


Posted by sophia_madalena at 10:33 PM | Comentários: (1)

abril 11, 2005


..não é justo para ninguém, nem mesmo serve para mim, andar por aí a pingar sangue. e a ferir e criar mais líquido cheio de células vermelhas, brancas e não sei que mais a flutuar.
tanta coisa, alguma dor, muita mágua, um tanto de angústia.. dor e sono, talve
desculpa a crueldade, a sinceridade, a amizade.

sadgirl.jpg

Posted by sophia_madalena at 12:23 AM | Comentários: (1)

abril 09, 2005

- Que acontecerá se formos por ali?
- Não faço ideia. Vamos.
- Espera.. Talvez seja melhor ficarmos.
- Ficarmos? Que se passa contigo?
- Nada... não se passa nada. Simplesmente.. talvez seja melhor não
arriscarmos.
- Arriscar? Mas quem está a falar em arriscar? Não estás farto de
estar aqui? Por mim estou cansado de te ouvir os lamúrios.
- Eu sei que sou um bocado chato. Não te quero estar sempre a
atazanar o juízo. Já me cansa este lugar. Mas não sabemos o que fica
para lá.
- E então? Mais um motivo para irmos.
- Pode-nos acontecer alguma coisa. Será melhor que fiquemos aqui.
- Aqui? Não achas que já viste o que tinhas para ver, experimentado
o que tinhas para experimentar? Anda daí, não sejas medricas.
- Não sou medricas. Apenas acho que não vale a pena correr riscos,
visto estarmos aqui tão bem.
- "tão bem, tão bem". Ora te queixas, ora te acomodas. Não julgas
ser já altura de irmos à procura, sem nos deixarmos envolver pelo
medo de encontrar coisas novas?
- Sim... não... Ouve-me, não sabemos onde isto vai dar, e sabes
sobejamente bem que pelo menos aqui sabemos com o que podemos
contar.
- Só não sabemos é com o que não podemos contar. E precisamente por
continuarmos indefinidamente nesta modorra peganhenta. Ganha lá
alento e vamos daí. Vais ver que não nos acontece nada.
- Como sabes?
- Não sei. Mas também não vou saber se ficarmos aqui. E, sabe-se lá,
a mim até me apetecia que me acontecesse alguma coisa. O meu
espírito decompõe-se de tédio aqui.
- E se acontece algo de mal? Estás sempre a querer ser diferente dos
outros.
- Diferente dos outros? Desculpa lá, acho é que os outros ainda não
se aperceberam que são todos diferentes. Até parece que gostam todos
de ser iguais, fotocópias a preto e branco de um original. Porra,
estou farto desta conversa de vai não vai. Tens medo de quê?
- Talvez de mudar. E vem daí algum mal ao mundo?
- Vou à mesma, venhas ou fiques.
- Não sejas parvo.
- Farto de ser parvo. Farto.
- Que merda de mania de querer experimentar tudo. Há-de chegar o dia
em que nada mais te há-de interessar.
- Caro, isso são novidades velhas. Aqui, já nada me interessa. Ou
antes, interessa-me o que está aqui mas que está escondido. Quando é
que tu vais perceber que quero viver a minha vida, não a dos outros?
- Blá blá blá. És do contra, e é tudo. Eu fico. E não é por medo nem
por comodismo. Foi aqui que nasci e cresci, e é aqui que se me
apresenta o futuro.
- O futuro... é sempre uma boa desculpa. Como o "amanhã será outro
dia". Quando será que vais aprender que é no desconhecido que reside
o teu futuro, não no que já conheces.
- Não é assim que se contribui para o desenvolvimento da sociedade.
Sabes bem disso. Foi assim que te ensinaram, a seguir todos os
impulsos que te borbulham no sangue?
- Até parece que o teu é imune a impulsos...
- Claro que não é. Mas temos de ter regras. Caso contrário seria
tudo uma confusão, o caos.
- E?!
- E? E o caneco. Gostava que os teus pais te ouvissem a falar...
- A vida é minha, não dos meus pais. Nem de mais ninguém. às vezes
acho inclusive que nem minha ela é, porque não há ninguém para a
possuir. Percebe isto, estou farto da mesma linha de horizonte.
Quero ver mais, aprender, mudar, viver.
- Mas tu és um maluco. Sempre o foste. Estás-te a borrifar para tudo
e para todos. Não gostas nem te preocupas com ninguém.
- O quê? Sempre a mesma conversa... o meu problema é gostar mais do
que me é permitido gostar. Como tu dizes "tem de haver regras".
Merda para as regras. E se ter vontade de ir por ali é ser maluco,
então chamem-me o maior lunático de toda a história da humanidade.
- Não, tu não és maluco. Tens é a mania que consegues viver sem
ninguém, e não te apercebes que as pessoas que te rodeiam precisam
de ti. És é um belo egoísta.
- As pessoas têm-me. Não lhes consigo é reconhecer a minha posse. Já
me conheces de há bastante tempo, sabes que além de precisar do meu
espaço, também gosto que as outras pessoas tenham o delas. A solidão
não é o bicho terrível que tu gostas de pintar. Bem pelo contrário.
Dá-te liberdade e espaço. Culpado não sou se não consegues lidar com
isso. Não sabes o que perdes.
- O que perco? És um egocentrista de merda. Só pensas é em ti. Achas
que ir por ali te vai fazer muito livre, te vai elevar acima dos
outros? Vai, vai... e não olhes para trás.
- Elevar acima dos outros? Pfff... o que eu quero é entrar dentro
dos outros e de mim mesmo. Tens de te afastar da muralha do castelo
para o poderes ver. Vives submergido num mar de obrigações e de
'tenho's e 'tens' e 'deves' e 'não podes'. E que fazes à tua
vontade?
- Tem que haver limites?
- Limites?! Como... Para haver um limite tem de haver um 'cá' e um
'lá'. E esse "lá", por sua vez, também terá os seus limites e será
ele próprio um "cá" para um "lá" ainda mais além.
- Acabou. Estou farto das tuas filosofias baratas. Vais sozinho.
- Vou sozinho. Sentirei a tua falta.
- Eu não. Não posso gostar de uma pessoa que me abandona assim.
- Abandona? Incrível...
- Não. Mil vezes não. Lembra-te do que te digo, se fores por ali é
bom que tenhas consciência do que vais perder.
- Estou farto disto. Vou-me embora agora. E tenho consciência de que
não vou perder nada, pois nada possuo.

(Um vai por ali. O outro fica por aqui. Sem se dar por isso os
passos do que foi são tapados pela sombra do que ficou, projectada a
partir do sol baixo do crepúsculo. No céu passeavam-se bandos de
aves em círculo. Uma delas largou o bando e seguiu o que foi por
ali. As outras continuaram. Caiu a noite)

não consigo.
esta história não é minha.

angustia.jpg

Posted by sophia_madalena at 03:45 PM | Comentários: (4)

abril 06, 2005

Mulher.jpg

cada um de nós, antes de ser o que é e de (se lembrar de) sorrir
tem em si bastidores e precipícios
onde começa e acaba cada

como não ficar tristemente contente

Posted by sophia_madalena at 11:35 AM | Comentários: (1)

abril 03, 2005


porque a felicidade vem em colheradas

para provar, curiosamente,

para saborear cada molécula com todo o gosto

para chegar onde o corpo deixa..

Jello-mod.jpg

Posted by sophia_madalena at 11:08 PM | Comentários: (1)

abril 01, 2005

obrigada por quem veio..
falou, fala, desperta


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Posted by sophia_madalena at 12:32 AM | Comentários: (0)